O projeto de implantação da Ponte Salvador–Itaparica vai muito além de encurtar a distância entre a capital baiana e a ilha. Segundo estimativas da Concessão responsável pela estrutura, a obra trará impactos positivos diretos e indiretos para cerca de 250 municípios, beneficiando aproximadamente 10 milhões de pessoas em diferentes regiões da Bahia.
Com a construção da ponte e de seus acessos viários, será possível criar uma rota mais curta e ágil entre Salvador e importantes rodovias federais, como a BR-101, BR-116 e BR-242. Essa ligação encurtará em cerca de 250 quilômetros o trajeto da capital para a Ilha de Itaparica e reduzirá em mais de 40% o tempo de viagem, um ganho significativo tanto para o turismo quanto para o transporte de cargas.
A nova conexão deve impulsionar o desenvolvimento econômico em áreas que antes enfrentavam limitações logísticas, integrando melhor o litoral baiano ao interior e a outros estados. A expectativa é de que, com o acesso facilitado, municípios do Recôncavo, do sul e do sudoeste da Bahia ampliem seu potencial produtivo e turístico, fortalecendo a economia local e regional.
Após 12 meses de trabalho, foi finalizada, em março de 2025, a etapa de sondagem na Baía de Todos os Santos, com um investimento de R$ 200 milhões. Essa fase consiste na investigação e confirmação da geologia do terreno para definir a fundação da ponte.
Atualmente, o projeto está na fase de mobilização do canteiro de obras — etapa inicial em que são organizados e preparados todos os recursos necessários para o início da construção —, prevista para ser concluída até o final de 2025. Esse avanço depende da emissão da licença ambiental pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além das aprovações dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais.
Na última sexta, o Governo da Bahia avançou uma etapa nas obras da Ponte com a desapropriação de uma área de 1.790,760 m² localizada em Salvador, que será utilizada para a implantação de acessos viários da estrutura.
O investimento total previsto é de R$ 10,6 bilhões, com início das obras programado para 2026. A construção terá duração de cinco anos a partir da montagem do canteiro de obras que está prevista para este ano.