Valéria nunca elegeu um vereador genuinamente da comunidade. Mesmo assim, muitos candidatos de fora foram eleitos com a ajuda do bairro. É o caso de Carlos Muniz (2.774 votos), Luiz Carlos (615), Débora Santana (383), Marcelino Guimarães Neto (245), Jorge Araújo (220) e Alexandre Aleluia (200). Boa parte desses votos veio por influência de “lideranças comunitárias” que mobilizam moradores em troca de acordos políticos e interesses próprios.
Essas lideranças, que se dizem representativas, fazem acordos para agregar votos a candidatos de fora, mas sem trazer benefícios reais para Valéria. Com isso, o bairro continua estagnado, sem melhorias nas áreas essenciais, como saúde, infraestrutura e transporte. A UBS Frei Benjamin não funciona adequadamente, há buracos nas ruas, e os ônibus são velhos e precários.
Renan Brandão e Antônio Mário, que se lançaram como candidatos de dentro de Valéria, também não foram eleitos. Isso reforça a falta de representatividade legítima no bairro. O fato é que Valéria nunca teve um vereador realmente eleito pela comunidade.
Com mais de 100 mil habitantes e mais de 50 mil eleitores, Valéria tem potencial para eleger mais de 6 vereadores.
É lamentável a manipulação de lideranças que dizem representar o povo, mas só negociam interesses próprios.