Mas o risco aumenta depois de quanto tempo de exposição ao sol? Quais sintomas e riscos o problema pode causar? Essas respostas dependem de diversos fatores, de acordo com os médicos
A insolação é uma condição séria provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40° C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar. A insolação é bastante associada ao clima quente e seco, mas também pode ocorrer em ambientes úmidos.
“A condição merece atenção especial porque, com o aumento rápido da temperatura corporal, a pessoa acaba perdendo muita água, sais minerais e nutrientes importantes para manutenção do equilíbrio do organismo”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBDRJ) Regina Schechtman.
A insolação é propiciada por fatores como:
- Tom de pele (Quanto mais clara a pele, maior o risco. Pessoas mais morenas também podem ter insolação, embora tenham uma proteção natural maior contra os danos da radiação UV, devido à proteção da melanina. Mas essa proteção não é absoluta)
- Temperatura do ambiente
- Intensidade do sol
- Época do ano e localização geográfica
- Horário da exposição
- Umidade
- O uso ou não de alguma proteção adequada, como roupas, chapéu e protetor solar
A dermatologista e integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP) Marina Godoi Cintra Bernardino explica que a exposição de duas horas sem proteção alguma já pode causar sintomas leves de insolação, como tontura e mal-estar.
Caso a exposição for prolongada por mais de três a quatro horas, o risco de insolação grave aumenta, levando a sintomas como:
- Dor de cabeça
- Tontura
- Dores musculares e fraqueza muscular
- Náusea
- Confusão mental
- Convulsões
- Perda de consciência
- Febre alta
- Pele avermelhada e seca
- Sensação de desmaio iminente
- Má coordenação motora
- Visão embaçada
- Vômitos