A futura Ponte Salvador-Itaparica, uma das maiores obras de infraestrutura do país, foi planejada para ir além da mobilidade urbana e deve se transformar em um dos grandes destaques visuais da Bahia.
O projeto prevê um sistema de iluminação cênica ao longo de toda a estrutura, com mais de 12 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos. A proposta é criar efeitos de luz e cores que poderão variar em datas comemorativas, eventos culturais e ocasiões especiais.
O Governo da Bahia já autorizou o uso de um imóvel em Salvador para servir como centro operacional para as obras. A permissão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira (16).
A ideia é que a ponte não seja apenas um meio de ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica, mas também um marco arquitetônico visível à distância, capaz de valorizar ainda mais a paisagem da capital baiana.
Apesar do impacto visual, o projeto foi desenvolvido para não interferir na rotina da baía. As operações no Porto de Salvador não serão afetadas, e embarcações menores, como saveiros, escunas e barcos de pesca, poderão circular normalmente.
Além disso, a obra deve trazer mudanças significativas na mobilidade. O tempo de travessia entre Salvador e Itaparica, que hoje pode levar horas em períodos de grande movimento, deverá ser reduzido para cerca de 10 minutos de carro.
O projeto também inclui melhorias viárias importantes. Em Salvador, estão previstos novos viadutos e túneis para facilitar o acesso à ponte. Já em Itaparica, será construída uma via expressa de 22 quilômetros, além da duplicação de trechos da BA-001.
Com investimento estimado em R$ 14 bilhões, a obra tem início previsto para junho e conclusão estimada para 2031. O projeto conta com financiamento de bancos internacionais e é considerado uma das maiores intervenções de mobilidade da América Latina.