Prefeitura de Salvador suspende avaliação vascular nas UPAs municipais e amplia pressão sobre a rede estadual

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia manifesta preocupação diante da decisão da Prefeitura de Salvador de suspender a oferta do serviço de avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento sob gestão municipal.
A medida foi comunicada em 31 de março para produzir efeitos já em 1º de abril, sem prazo para retomada. Uma decisão abrupta, que desorganiza a rede assistencial e compromete a continuidade do cuidado prestado à população.
Na prática, pacientes que apresentam quadros vasculares nas UPAs municipais deixarão de contar com avaliação especializada. Isso significa mais tempo de espera, risco de agravamento clínico e maior dificuldade de acesso a um serviço que pode ser decisivo para evitar amputações e outras complicações graves.
Conforme esclarece a diretora do serviço estadual de regulação, Rita Santos, essas demandas eram, até então, analisadas por médicos da própria estrutura municipal. Com a suspensão, os pacientes passarão a depender de encaminhamento para unidades estaduais, sobrecarregando uma rede que já opera com alta demanda.
O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a saúde da população baiana e não se furtará à responsabilidade de atender esses pacientes.
É necessário registrar, porém, que a interrupção desse serviço nas unidades municipais de Salvador é uma decisão da Prefeitura, que fragiliza o atendimento ao cidadão e impõe ao Estado uma sobrecarga evitável. O fortalecimento do SUS depende do compromisso conjunto de todas as esferas de gestão.

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